CONTROLE DE MICRORGANISMOS - Renato Varges
Onde estão os Microrganismos?
Alimentos, ar, corpo,objetos, superfícies.
Dinâmica do Controle de Microrganismos
Laboratórios, alimentos, medicamentos, consultórios, hospitais,indústria, equipamentos, materiais -> Microrganismos -> Níveis aceitáveis -> Controle.
Breve Histórico
-> Teoria da Geração Espontânea
-> O desafio de Napoleão
-> Nicolas Appert - Apertização
Lazzaro Spallanzani -> Frascos selados fervidos por uma hora; Eliminação da força vital (O2)
Louis Pasteur-> FIM DA GERAÇÃO ESPONTÂNEA. (Fervura -> O líquido permanece estérel ; Fervura -> Quebra do gargalo -> Crescimento microbiano.)
E as infecções cirúrgicas?
Ignaz Philipp Semmelweiss e a febre puerperal -> Lavagem das mãos com água clorada.
Joseph Lister – Microrganismos do ar são agentes de infecções pós-operatórias:
-> Deve-se impedir a entrada de germes em feridas durante ou após uma cirurgia
-> Se os germes estão numa ferida, sua disseminação deve ser impedida
-> Germes ao redor de uma ferida devem ser eliminados
-> Todos os instrumentos, vestimentas, utensílios e as mãos dos profissionais
devem estar limpos
Criou o conceito de anti-sépticos e iniciou uma grande busca por substâncias anti-sépticas.
CONCEITOS IMPORTANTES:
Esterilização: Eliminação de todas as formas de vida presentes em material inanimado.
Desinfecção : destruição dos microrganismos patogênicos em objetos inanimados,sem que haja necessariamente a destruição de todos os microrganismos.
Desinfetantes : Agentes que causam destruição, remoção ou redução dos microrganismos presentes em um material inanimado. Reduz a potencialidade infecciosa do objeto, superfície ou local tratado.
Anti-sepsia : utilização de agentes químicos para destruição ou inibição da proliferação de microrganismos em tecidos vivos.
Anti-sépticos : agente químico utilizado na prevenção da multiplicação de microrganismos em tecidos vivos, como pele e mucosas.
Sanitizante : agente capaz de reduzir a quantidade de microrganismos em utensílios como copos, pratos, equipamentos e utensílios de restaurantes.
Assepsia : medidas de prevenção do contato com patógenos e conjunto de técnicas empregadas para impedir a penetração dos microrganismos em local que não os contenha.
CONDIÇÕES QUE INFLUENCIAM A ATIVIDADE ANTIMICROBIANA:
Tamanho da população microbiana;
Intensidade ou concentração do agente microbicida;
Tempo de exposição ao agente microbicida;
Temperatura em que os microrganismos são expostos ao agente;
Natureza do material que contém microrganismos;
Características dos microrganismos presentes.
Métodos Físicos x Métodos Químicos:
CALOR ÚMIDO
-> FERVURA OU FLUXO DE VAPOR
MA: coagulação das proteínas
Bactericida, fungicida, quase todos os vírus (por cerca de 10’)
Diminuição efetivo para endosporos
Ex. de utilização: Pratos, pias , jarros, equipamento variado
-> AUTOCLAVE
MA: desnaturação das proteínas
Muito efetivo para esterilização, exceto para materiais que possam ser danificados pelo calor ou umidade
Todas as células vegetativas e seus endosporos (15’)
121oC a 1 atm de pressão (15 libras de pressão por polegada
quadrada – psi)
psi - °C
0 - 100
5 - 110
10 - 116
15 - 121
20 - 126
30 - 135
-> PASTEURIZAÇÃO
MA: desnaturação das proteínas
Tratamentos equivalentes (aumenta temp., diminui tempo)
Clássica – 63oC por 30’
HTST– 72oC por 15’
UHT – 74o C - 140oC por 3’’ – 74o C
Ex. de utilização: leite, creme e certas bebidas alcoólicas(cerveja e vinho)
Sorvete, iogurte e cerveja possuem tempos e temperaturas individuais
Ação menos eficiente em alimentos mais viscosos e gordurosos
Teste de esterilidade:
Leite - teste da fosfatase (presente naturalmente no leite). Se o produto foi pasteurizado, a fosfatase foi inativada.
-> CALOR SECO
CHAMA DIRETA
MA: Queima até se tornarem cinzas
Método muito efetivo de esterilização
Ex. de utilização: alças de inoculação; flambagem
INCINERAÇÃO
MA: Queima até se tornarem cinzas
Método muito efetivo de esterilização
Copos de papel, curativos contaminados,carcaças de animais, sacos e panos de limpeza.
ESTERILIZAÇÃO COM AR QUENTE
MA: Oxidação
Método muito efetivo de esterilização
Requer temperaturas de 170oC por cerca de 2 horas
Ex. de utilização: vidros vazios, instrumentos, agulhas e seringas de vidro
-> FILTRAÇÃO
MA: Separação das bactérias do líquido de suspensão
Passagem de um líquido ou gás através de um “filtro”
Filtros de partículas de ar de alta eficiência (HEPA) – 0.3 mm
Filtros de membrana filtrante: acetato de celulose ou nitrocelulose
Ex. de utilização: esterilização de líquidos; toxinas, vacinas
-> FRIO
REFRIGERAÇÃO (0 a 7oC)
MA: Redução das reações químicas e possíveis alterações nas proteínas
Efeito bacteriostático
Ex. de utilização: conservação de alimentos, drogas e culturas bacteriana
CONGELAMENTO PROFUNDO
MA: Redução das reações químicas e possíveis alterações nas
proteínas
Efetivo para conservação de culturas microbianas (congelamento rápido a –50 e –95oC)
Nitrogênio Líquido (-196oC)
Ex. de utilização: conservação de alimentos, drogas e culturas
LIOFILIZAÇÃO
MA: Redução das reações químicas e possíveis alterações nas proteínas
Método mais efetivo para conservação prolongada de culturas microbianas (a água é removida por alto vácuo em baixas temperaturas)
Ex. de utilização: vacinas, alimentos, drogas e culturas bacterianas
-> PRESSÃO OSMÓTICA
MA: Plasmólise
Resulta na perda de água das células microbianas
Ex. de utilização: conservação dos alimentos (sol. Concentradas de sal – carnes cruas e sol. Concentradas de açúcar – frutas)
Fungos: diminui umidade, aumenta pressão osmótica e meio ácido – razão pela qual as frutas e os grãos são deteriorados por fungos em vez de bactérias
-> RADIAÇÃO
IONIZANTE:
MA: destruição do DNA por raios gama, raio X e feixes de elétrons de alta energia
Sem utilização rotineira para esterilização em função do tempo de exposição
Ex. de utilização: esterilizar produtos farmacêuticos, suprimentos médicos e dentários.
NÃO-IONIZANTE:
MA: Lesão ao DNA pela luz UV com lâmpada UV
Germicida
Radiação não muito penetrante
Ex. de utilização: controle de ambiente fechado
MÉTODOS QUÍMICOS
Características de um agente químico antimicrobiano ideal:
1. Atividade antimicrobiana
2. Solubilidade
3. Estabilidade e homogeneidade
4. Ausência de toxicidade
5. Não ser corrosivo
6. Capacidade detergente e desodorizante
7. Atividade à temperatura ambiente
8. Disponibilidade e baixo custo
Fatores que afetam a ação
Concentração do desinfetante:
Mudanças na concentração de um desinfetante sempreresultam em mudanças na sua taxa de desinfecção
(inativação);
Alguns agentes antimicrobianos perdem rapidamente sua potência com a diluição, enquanto outros são muito pouco afetados;
Cuidado com as subdosagens -> Bacteriostático
Superdosagens-> Eleva gastos para o produtor e aumenta risco para o aplicador.
Temperatura:
Interfere na velocidade de desinfecção;
Atividade desinfetante aumentam com o aumento da temperatura local;
Eficiência da desinfeção aumenta de 2 a 3 x a cada 10oC aumentado;
PRINCIPAIS GRUPOS DE DESINFETANTES.
1.Fenol e Compostos Fenólicos:
Vantagens:
Não corrói metais; Baixo custo; Indicado como preservativo de produtos biológicos; São bons bactericidas; Gram (+) e (-); Atividade fungicida.
Desvantagens
Toxidez elevada (rapidamente absorvidos pela pele); Odor; penetrante; Pouca eficácia em solução fria; Não atua sobre alguns vírus; Não tem bom efeito sobre esporos; Altamente irritante sobre a pele;
1.1. Cresóis:
Vantagens:
É menos tóxico e mais eficaz que o fenol; são bons bactericidas: Gram (+) e (-); desodorizante, pela sua ação sobre germes da putrefação; relativamente barato; eficaz contra o vírus e Mycobacterium tuberculosis.
Desvantagens:
Possui pequeno efeito residual; perde ação frente à luz solar; confere odor desagradável aos alimentos; é irritante para a pele; inativa-se (em parte) frente à matéria orgânica.
2. Álcoois
Destacam-se o álcool etílico (70 a 90%), isopropílico, benzílico, etileno e propilenoglicol.
- Mecanismo de ação relacionado a capacidade de desnaturar proteínas:
Efetivos contra fungos e bactérias, porém não tem efeito sobre esporos bacterianos e têm fraca atividade viricida.
Parte de sua eficiência como desinfetantes de superfície pode ser atribuída à ação detergente e de limpeza, que auxilia na remoção mecânica dos microrganismos.
3. Halogênios (iodo e compostos iodados)
Fortes agentes oxidantes e, por isso, são altamente reativos e destroem os componentes vitais da célula microbiana.
Vantagens:
- Ação esporicida, fungicida, viricida e amebicida, com alto poder de penetração.
Álcool iodado (solução a 2%), para fins anti-sépticos.
“iodophor”(iodo com detergentes e solubilizantes). Estes compostos mantém a característica germicida do iodo sem suas desvantagens.
Exemplos: povidine-iodo (complexo de iodo e polivinilpirrolidona).
Desvantagens:
Pouco solúvel em água, irritação de pele e mucosas e produção de manchas na pele e tecidos.
4. Halogênios (Cloro e Compostos clorados)
O cloro, na forma gasosa (Cl2) ou em combinações químicas, representa um dos desinfetantes mais largamente utilizados.
Tornou-se a escolha universal para a purificação das águas de abastecimento público e piscinas.
Qualquer composto à base de cloro, ao ser adicionado à água, dissocia- se em íon hipoclorito ou ácido hipocloroso, este é o responsável pela ação antimicrobiana do cloro e seus compostos.
Os hipocloritos são efetivos contra bactérias e esporos, são considerados um dos mais potentes esporicidas, protozoários e vírus .
6. Compostos quaternários de amônio
Mecanismo de ação: desnaturação de proteínas das células, interferência com os processos metabólicos e lesão da membrana citoplasmática.
São excelentes agentes anti-sépticos e desinfetantes.
São bactericidas para Gram (+) e (-), mesmo em concentrações muito baixas.
-> Esterilizantes químicos
Glutaraldeído: Uma solução aquosa a 2% tem um largo espectro de atividade antimicrobiana.
Vantagens:
É efetivo contra vírus, células vegetativas e esporuladas de bactérias e fungos;
Utilizado para esterilizar instrumentos urológicos, lentes de instrumentos, equipamentos respiratórios e outros.
Formaldeído: Capacidade de inativar constituintes celulares, como proteínas e ácidos nucleicos.
Vantagens:
Forma gasosa, apresenta estabilidade somente em altas concentrações e em temperaturas elevadas e pode ser utilizado para desinfecção e esterilização de áreas fechadas.
Em temperatura ambiente, o formaldeído gasoso polimeriza-se, formando uma substância sólida incolor chamada paraformaldeído.
Vantagens:
O formaldeído é também comercializado em solução aquosa como formalina, que contém 37 a 40% da
substância.
As células vegetativas são destruídas mais rapidamente com o formaldeído do que as formas esporuladas.
Desvantagens:
Possui capacidade limitada de penetração dos vapores de formaldeído em superfícies cobertas; É tóxico e seus vapores são intensamente irritantes às mucosas.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Evento para Biomedicina.
- XV Encontro Científico do Instituto Biomédico.
IV Jornada Científica de Biomedicina.
III Workshop de Microbiologia Aplicada.
Data: 19 de outubro até o dia 22 de outubro de 2010.
Local: Instituto Biomédico da UFF, Rua Professor Hernani Melo, 101, Niterói.
Inscrições: Em breve disponíveis no site.
Haverá Paletras, Mesas redondas, Conferências e Minicursos.
Minicursos: (08:00 às 10:00h e 17:00 às 19:00h)
- Diagnóstico Molecular.
- Diagnóstico Sorológico: ELISA e imunofluoresecência.
- Animais de laboratório: aspectos gerais de anatomia e dissecção.
- Diagnóstico Coproparagitológico.
- Diagnóstico micológico.
PROGRAMAÇÃO:
20/10
08:00 às 08:30h - Entrega de Material ; Recepção - Hall de abertura.
08:30 às 09:00h - Abertura.
09:00 às 10:45h - CONFERÊNCIA: Endemias, Epidemias e Pandemias.
11:00 às 12:15h (Anfiteatro) - PALESTRAS: Neuroimunologia e Engenharia Biomédica.
13:30 às 15:30h - MESA REDONDA: Diagnóstico e epidemiologia molecular de agentes infecciosos; Perspectiva do Biomédico no mercado de trabalho.
15:45 às 17:45 - MESA REDONDA: Doenças Sexualmente Transmissíveis; Expressão Gênica em Câncer.
21/10
10:00 às 12:00h - PALESTRA: Acupultura; MESA REDONDA: Toxicologia.
13:30 às 15:30h - CONFERÊNCIA: Biologia Forense + Frankliu.
15:45 às 17:45h - MESA REDONDA: Microbiologia e Parasitologia Ambientais; PALESTRA: Fisiologia do Exercício.
22/10
10:00 às 12:00h (Anfiteatro) - PALESTRA: Atualidades sobre a Infecção pelo Vírus Causador da Imunodeficiência Humana; MESA REDONDA: Diagnóstico por Imagem.
13:30 às 15:30h - PALESTRA: Doenças Autoimunes; MESA REDONDA: Biossegurança.
IV Jornada Científica de Biomedicina.
III Workshop de Microbiologia Aplicada.
Data: 19 de outubro até o dia 22 de outubro de 2010.
Local: Instituto Biomédico da UFF, Rua Professor Hernani Melo, 101, Niterói.
Inscrições: Em breve disponíveis no site.
Haverá Paletras, Mesas redondas, Conferências e Minicursos.
Minicursos: (08:00 às 10:00h e 17:00 às 19:00h)
- Diagnóstico Molecular.
- Diagnóstico Sorológico: ELISA e imunofluoresecência.
- Animais de laboratório: aspectos gerais de anatomia e dissecção.
- Diagnóstico Coproparagitológico.
- Diagnóstico micológico.
PROGRAMAÇÃO:
20/10
08:00 às 08:30h - Entrega de Material ; Recepção - Hall de abertura.
08:30 às 09:00h - Abertura.
09:00 às 10:45h - CONFERÊNCIA: Endemias, Epidemias e Pandemias.
11:00 às 12:15h (Anfiteatro) - PALESTRAS: Neuroimunologia e Engenharia Biomédica.
13:30 às 15:30h - MESA REDONDA: Diagnóstico e epidemiologia molecular de agentes infecciosos; Perspectiva do Biomédico no mercado de trabalho.
15:45 às 17:45 - MESA REDONDA: Doenças Sexualmente Transmissíveis; Expressão Gênica em Câncer.
21/10
10:00 às 12:00h - PALESTRA: Acupultura; MESA REDONDA: Toxicologia.
13:30 às 15:30h - CONFERÊNCIA: Biologia Forense + Frankliu.
15:45 às 17:45h - MESA REDONDA: Microbiologia e Parasitologia Ambientais; PALESTRA: Fisiologia do Exercício.
22/10
10:00 às 12:00h (Anfiteatro) - PALESTRA: Atualidades sobre a Infecção pelo Vírus Causador da Imunodeficiência Humana; MESA REDONDA: Diagnóstico por Imagem.
13:30 às 15:30h - PALESTRA: Doenças Autoimunes; MESA REDONDA: Biossegurança.
sábado, 15 de maio de 2010
Histologia II.
Complexo DENTINA-POLPA.

Dentina: é avascular, acelular e não tem inervação. As células que compõem a dentina são chamadas de odontoblastos, estes emitem prolongamentos, que são os processos do odontoblasto, estes ficam presos na dentina e formam os túbulos dentinários.
Propriedades físicas: A cor varia do branco ao amarelo, o grau de dureza é menor que a do esmalte. Quanto mais jovem um dente, mais permeável ele é, pois existem túbulos dentinários mais abertos.
Propriedades químicas: 70% é inorgânica (cristais de hidroxiapatita), 18% orgânica (colágeno tipo I, fosforinas, sialoproteínas dentinárias, fosfoproteinas) e 12% é água.
OBS: A dentina não se mineraliza completamente como o esmalte, pois contém teor orgânico e por isso ele é dito um tecido vivo. A dentina é responsável pela sensação de dor e tem um crescimento centrípeto (para dentro), ao contrario do esmalte que cresce centrifugamente.

Dentinogênese: Acontecem em duas fases (secreção da matriz e maturação dessa matriz), e essas contém etapas diferentes, uma na dentina coronária e outra na dentina radicular.
Há uma secreção da primeira camada de matriz, essa camada não mineralizada é chamada de pré-dentina. Sempre haverá uma pré-dentina. E na segunda fase inclui a maturação e mineralização dessa matriz, que pode acontecer de duas formas:
- Vesículas da matriz – na dentina do manto
Globular – na dentina circumpulpar
- As células indiferenciadas da polpa é que dão origem aos odontoblastos. Estas células vão sofrer um processo de diferenciação; vão inverter seu polo, desenvolver retículo endoplasmático granular, complexo de golgi e começar a secretar componentes orgânicos; durante a diferenciação emitem prolongamentos, que são os processos do odontoblato. A medida que secretam os componentes orgânicos, os odontoblastos se afastam em direção à polpa, delimitando o tamanho da câmara pulpar.
- Dentina interglobular
- Dentina peritubular
- Dentina interglobular
Para a dentina coronária ser formada, precisamos das células epiteliais, nós tivemos o epitélio interno do órgão do esmalte se diferenciando em ameloblasto e induziu a diferenciação da papila. Só que na raiz a gente vai ter indução da bainha epitelial de Hertwig (que são células resultantes da proliferação da alça cervical, que é a adesão do epitélio interno e do epitélio externo) que induz o restante das células da papila a se diferenciarem em odontoblasto para formar a dentina. As células da bainha se fragmentam e formam os restos epiteliais de Malassez.
- Dentina primária
- Dentina secundária / Fisiológica
- Dentina Terciária
• Reacional
• Reparativa

Polpa: É um tecido conjuntivo frouxo especializado, com substância fundamental amorfa (Gag´s e moléculas de adesão) e cheio de células, como odontoblasto (na parede da polpa), fibroblasto(na região central da polpa), células de defesa (macrófagos e finfócitos) e células indiferenciadas.
É dividida em 3 (três) regiões:
- Região odontoblástica
- Região subodontoblástica
• Zona pobre em células
• Zona rica em células
- Região central da polpa
A polpa tem função formadora, sensorial (Plexo de Raschkow), de defesa ou reparadora e nutritiva.

TEORIAS DA SENSIBILIDADE DENTINÁRIA
- Inervação direta
- Receptor direto
- Hidrodinâmica
A teoria mais aceita ultimamente é a teoria da hidrodinamica, que diz que:
O túbulo dentinário é preenchido por fluido, o fluido dentinário, qualquer estímulo gera movimento ou onda nesse fluido que se propaga, estimula o axônio e a sensação é transmitida como dor.
Monitor: MARCELO MAGALHÃES CORTES.
Publicado por: JULIANA SANTÃNA LEGENTIL.

Dentina: é avascular, acelular e não tem inervação. As células que compõem a dentina são chamadas de odontoblastos, estes emitem prolongamentos, que são os processos do odontoblasto, estes ficam presos na dentina e formam os túbulos dentinários.
Propriedades físicas: A cor varia do branco ao amarelo, o grau de dureza é menor que a do esmalte. Quanto mais jovem um dente, mais permeável ele é, pois existem túbulos dentinários mais abertos.
Propriedades químicas: 70% é inorgânica (cristais de hidroxiapatita), 18% orgânica (colágeno tipo I, fosforinas, sialoproteínas dentinárias, fosfoproteinas) e 12% é água.
OBS: A dentina não se mineraliza completamente como o esmalte, pois contém teor orgânico e por isso ele é dito um tecido vivo. A dentina é responsável pela sensação de dor e tem um crescimento centrípeto (para dentro), ao contrario do esmalte que cresce centrifugamente.

Dentinogênese: Acontecem em duas fases (secreção da matriz e maturação dessa matriz), e essas contém etapas diferentes, uma na dentina coronária e outra na dentina radicular.
Há uma secreção da primeira camada de matriz, essa camada não mineralizada é chamada de pré-dentina. Sempre haverá uma pré-dentina. E na segunda fase inclui a maturação e mineralização dessa matriz, que pode acontecer de duas formas:
- Vesículas da matriz – na dentina do manto
Globular – na dentina circumpulpar
- As células indiferenciadas da polpa é que dão origem aos odontoblastos. Estas células vão sofrer um processo de diferenciação; vão inverter seu polo, desenvolver retículo endoplasmático granular, complexo de golgi e começar a secretar componentes orgânicos; durante a diferenciação emitem prolongamentos, que são os processos do odontoblato. A medida que secretam os componentes orgânicos, os odontoblastos se afastam em direção à polpa, delimitando o tamanho da câmara pulpar.
- Dentina interglobular
- Dentina peritubular
- Dentina interglobular
Para a dentina coronária ser formada, precisamos das células epiteliais, nós tivemos o epitélio interno do órgão do esmalte se diferenciando em ameloblasto e induziu a diferenciação da papila. Só que na raiz a gente vai ter indução da bainha epitelial de Hertwig (que são células resultantes da proliferação da alça cervical, que é a adesão do epitélio interno e do epitélio externo) que induz o restante das células da papila a se diferenciarem em odontoblasto para formar a dentina. As células da bainha se fragmentam e formam os restos epiteliais de Malassez.
- Dentina primária
- Dentina secundária / Fisiológica
- Dentina Terciária
• Reacional
• Reparativa

Polpa: É um tecido conjuntivo frouxo especializado, com substância fundamental amorfa (Gag´s e moléculas de adesão) e cheio de células, como odontoblasto (na parede da polpa), fibroblasto(na região central da polpa), células de defesa (macrófagos e finfócitos) e células indiferenciadas.
É dividida em 3 (três) regiões:
- Região odontoblástica
- Região subodontoblástica
• Zona pobre em células
• Zona rica em células
- Região central da polpa
A polpa tem função formadora, sensorial (Plexo de Raschkow), de defesa ou reparadora e nutritiva.

TEORIAS DA SENSIBILIDADE DENTINÁRIA
- Inervação direta
- Receptor direto
- Hidrodinâmica
A teoria mais aceita ultimamente é a teoria da hidrodinamica, que diz que:
O túbulo dentinário é preenchido por fluido, o fluido dentinário, qualquer estímulo gera movimento ou onda nesse fluido que se propaga, estimula o axônio e a sensação é transmitida como dor.
Monitor: MARCELO MAGALHÃES CORTES.
Publicado por: JULIANA SANTÃNA LEGENTIL.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Relação de Orientadores e Linhas de Pesquisa.
Este espaço tem como principal objetivo estabelecer uma orientação, desde agora, para que os estudantes analisem a linha de pesquisa de cada orientador, e ver em qual ramo possui mais afinidade, ajudando assim na formação acadêmica.
Abaixo segue a lista dos Professores e suas respectivas áreas de pesquisas e interesses.
Albino Fonseca- Reparo/resposta tecidual à injúria.
Alessandra Areas e Souza - Periodontia Médica - Associação entre doenças periodontais e doenças sistêmicas ; Perfil de susceptibilidade Th1/Th2 - Análise de citocinas no fluido gengival, alterações de neutrófilos; Tratamento periodontal cirúrgico e não cirúrgico.
Alexandre Trindade Simões da Motta - Aplicações de imagens tomográficas tridimensionais em ortodontia cirurgia ortognática.
Amauri Favieri Ribeiro- Traumatismo dentário; Instrumentação dos canais radiculares;
Apoena de Aguiar Ribeiro - Odontopediatria; Saúde bucal; Cariologia.
Cássia Mônica de Oliveira Costa Rocha - Histologia e embriologia.
Cinthya Cristina Gome - Traumatismo dentário; Biomateriais; Materiais endodônticos; Microbiota dos canais endodônticos; Pesquisa clínica.
Claudio Pinheiro Fernandes - Biomecânica em Próteses Removíveis; Cerâmica dentais; Biomecânica de Prótese sobre implantes.
Esio de Oliveira Vieira - Regeneração em periodontia; Relação da peridontia com doenças sistêmicas;
Etyene Castro Dip - Avaliação Fisio-Farmacológica de Biomateriais in vivo; Avaliação do perfil analgésico e antinflamatório das substâncias e medicamentos de uso odontológico.
Fábio Aguiar Alves - Epidemiologia molecular de doenças infecciosas (staphylococcus aureus, enterococcus, leishmania - basicamente); Desenvolvimento de material disseminável em ensino de ciências da saúde.
Fátima Maria Eusébio de Brito - Histologia e embriologia.
Fernanda Volpe de Abreu -Traumatismo;Cariologia; Promoção de saúde; Terapia pulpar em dentes decíduos.
Flávia Maia Silveira - Saúde Coletiva; Promoção de Saúde; Educação em saúde; Políticas Públicas de Saúde; Clínica Odontológica; Integralidade e cuidado em saúde bucal; Odontologia para pessoas com necessidades especiais; Materiais e métodos preventivos; Odontopediatria.
Gabriela Alessandra da Cruz - Avaliação clinica e laboratorial da doença periodontal; Estudo da doença periodontal em animais; Prevenção e Diagnostico em Periodontia;
Helena de Souza Pereira - Biologia molecular em odontologia legal.
Jorge Luiz Mendonça Tributino - Farmacologia da inflamação e da dor e Farmacologia do acidente vascular cerebral.
José de Albuquerque Calasans Maia - Crescimento crânio facial e implicações com o tratamento ortodôntico; ; Desenvolvimento da oclusã0 normal; Diagnóstico dos fatores etiológicos das maloclusões; Ortodontia preventiva , interceptivca e corretiva.
Julio Orrico de Aragão Pedra e Cal Neto - Ortodontia.
Karin Soares Gonçalves Cunha - Fisiologia e Patologia Bucomaxilofacial ; Laserterapia.
Lucíola Rangel de Luca Fraga - Clareamento dental; Resina Composta; Sistemas adesivos; Cimentos ionoméricos; Selamento de fóssulas e fissuras.
Marcos de Oliveira Barceleiro - Adesão em odontologia; Caracterização de materiais odontológicos; Laser em odontologia.
Maria Isabel Valente - Saúde bucal coletiva.
Maurício Santa Cecília - Endodontia; Cirurgia perirradicular; Materiais endodônticos; Anomalias de desenvolvimento; Alterações perirradiculares; Selamento coronário; Obturação do sistema de canais radiculares; Traumatismo dental.
Rebeca de Souza Azevedo - Tumores de glândulas salivares; Tumores odontogênicos; Câncer bucal.
Wantuil Rodrigues Araujo Filho - Endodontia; Desinfecção do sistema de canais radiculares; Materiais endodonticos; Selamento coronário; Odontologia baseada em evidências; Pesquisa clínica e epidemiológica; Bioética; Espiritualidade e saúde; Ensino e aprendizagem em odontologia.
Abaixo segue a lista dos Professores e suas respectivas áreas de pesquisas e interesses.
Albino Fonseca- Reparo/resposta tecidual à injúria.
Alessandra Areas e Souza - Periodontia Médica - Associação entre doenças periodontais e doenças sistêmicas ; Perfil de susceptibilidade Th1/Th2 - Análise de citocinas no fluido gengival, alterações de neutrófilos; Tratamento periodontal cirúrgico e não cirúrgico.
Alexandre Trindade Simões da Motta - Aplicações de imagens tomográficas tridimensionais em ortodontia cirurgia ortognática.
Amauri Favieri Ribeiro- Traumatismo dentário; Instrumentação dos canais radiculares;
Apoena de Aguiar Ribeiro - Odontopediatria; Saúde bucal; Cariologia.
Cássia Mônica de Oliveira Costa Rocha - Histologia e embriologia.
Cinthya Cristina Gome - Traumatismo dentário; Biomateriais; Materiais endodônticos; Microbiota dos canais endodônticos; Pesquisa clínica.
Claudio Pinheiro Fernandes - Biomecânica em Próteses Removíveis; Cerâmica dentais; Biomecânica de Prótese sobre implantes.
Esio de Oliveira Vieira - Regeneração em periodontia; Relação da peridontia com doenças sistêmicas;
Etyene Castro Dip - Avaliação Fisio-Farmacológica de Biomateriais in vivo; Avaliação do perfil analgésico e antinflamatório das substâncias e medicamentos de uso odontológico.
Fábio Aguiar Alves - Epidemiologia molecular de doenças infecciosas (staphylococcus aureus, enterococcus, leishmania - basicamente); Desenvolvimento de material disseminável em ensino de ciências da saúde.
Fátima Maria Eusébio de Brito - Histologia e embriologia.
Fernanda Volpe de Abreu -Traumatismo;Cariologia; Promoção de saúde; Terapia pulpar em dentes decíduos.
Flávia Maia Silveira - Saúde Coletiva; Promoção de Saúde; Educação em saúde; Políticas Públicas de Saúde; Clínica Odontológica; Integralidade e cuidado em saúde bucal; Odontologia para pessoas com necessidades especiais; Materiais e métodos preventivos; Odontopediatria.
Gabriela Alessandra da Cruz - Avaliação clinica e laboratorial da doença periodontal; Estudo da doença periodontal em animais; Prevenção e Diagnostico em Periodontia;
Helena de Souza Pereira - Biologia molecular em odontologia legal.
Jorge Luiz Mendonça Tributino - Farmacologia da inflamação e da dor e Farmacologia do acidente vascular cerebral.
José de Albuquerque Calasans Maia - Crescimento crânio facial e implicações com o tratamento ortodôntico; ; Desenvolvimento da oclusã0 normal; Diagnóstico dos fatores etiológicos das maloclusões; Ortodontia preventiva , interceptivca e corretiva.
Julio Orrico de Aragão Pedra e Cal Neto - Ortodontia.
Karin Soares Gonçalves Cunha - Fisiologia e Patologia Bucomaxilofacial ; Laserterapia.
Lucíola Rangel de Luca Fraga - Clareamento dental; Resina Composta; Sistemas adesivos; Cimentos ionoméricos; Selamento de fóssulas e fissuras.
Marcos de Oliveira Barceleiro - Adesão em odontologia; Caracterização de materiais odontológicos; Laser em odontologia.
Maria Isabel Valente - Saúde bucal coletiva.
Maurício Santa Cecília - Endodontia; Cirurgia perirradicular; Materiais endodônticos; Anomalias de desenvolvimento; Alterações perirradiculares; Selamento coronário; Obturação do sistema de canais radiculares; Traumatismo dental.
Rebeca de Souza Azevedo - Tumores de glândulas salivares; Tumores odontogênicos; Câncer bucal.
Wantuil Rodrigues Araujo Filho - Endodontia; Desinfecção do sistema de canais radiculares; Materiais endodonticos; Selamento coronário; Odontologia baseada em evidências; Pesquisa clínica e epidemiológica; Bioética; Espiritualidade e saúde; Ensino e aprendizagem em odontologia.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Cadastro de Bolsitas.
Os alunos que possuem Bolsa de Extenção ou Bolsa de Iniciação Científica, favor entrar em contato na secretaria da FOUFF para poder efetuar o cadastro, é de extrema importância!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Cursos e eventos de fonoaudiologia.
Não ao ato Médico!
O ATO MÉDICO FOI APROVADO NA CÂMARA E AGORA VAI PARA O SENADO NO TEXTO ABAIXO TEM UMA BREVE DESCRIÇÃO DO QUE PODERÁ ACONTECER...
"...O projeto de lei do Ato Médico (PL nº 7.703/2006), na forma aprovada pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP), pela Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJC) e pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), acaba com o direito da população de ter livre acesso aos serviços dos profissionais da saúde. Esse Projeto de Lei transforma os profissionais da saúde em técnicos dos médicos. Ele estabelece que, somente após o diagnóstico nosológico (da doença) e da prescrição terapêutica feita pelo médico, a população poderá ser atendida pelos profissionais da saúde.
Se aprovado, os médicos terão o direito de prescrever os tratamentos em áreas que eles não possuem treinamento e competência como: psicologia, enfermagem, nutrição, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, educação física, farmácia, biomedicina, medicina veterinária, odontologia, serviço social, ciências biológicas... "
ACESSEM O LINK COMO DIZER NÃO E PREENCHAM OS CAMPOS NECESSÁRIOS, TODOS A FAVOR DA SAÚDE!!
SITE: http://www.atomedic onao..com. br/
"...O projeto de lei do Ato Médico (PL nº 7.703/2006), na forma aprovada pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP), pela Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJC) e pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), acaba com o direito da população de ter livre acesso aos serviços dos profissionais da saúde. Esse Projeto de Lei transforma os profissionais da saúde em técnicos dos médicos. Ele estabelece que, somente após o diagnóstico nosológico (da doença) e da prescrição terapêutica feita pelo médico, a população poderá ser atendida pelos profissionais da saúde.
Se aprovado, os médicos terão o direito de prescrever os tratamentos em áreas que eles não possuem treinamento e competência como: psicologia, enfermagem, nutrição, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, educação física, farmácia, biomedicina, medicina veterinária, odontologia, serviço social, ciências biológicas... "
ACESSEM O LINK COMO DIZER NÃO E PREENCHAM OS CAMPOS NECESSÁRIOS, TODOS A FAVOR DA SAÚDE!!
SITE: http://www.atomedic onao..com. br/
Congresso de Biomedicina.
Ocorrerá nos dias 09 a 12 de outubro de 2010 o XII Congresso Brasileiro de Biomedicina, em Pernambuco.
Maiores informações no site : http://www.crbm2.com.br/index.php
Maiores informações no site : http://www.crbm2.com.br/index.php
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